Palavra do Presidente

Em março de 1995, na sede do Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana, foi fundada a Cooperativa Habitacional Geraldo Santana Ltda. Com objetivo de proporcionar a casa própria exclusivamente aos seus associados e filhos dos sócios.
Em maio de 1966 o extinto BNH (Banco Nacional de Habitação) lançou uma linha de crédito destinado a atender aos sindicatos e associações de classe através do sistema de cooperativas operárias de habitação. Com a finalidade de atender seus associados, nesta mesma época o Clube, através da sua diretoria, tentou sem sucesso fundar uma cooperativa, mas uma vez que não atingiu a cota mínima de associados exigida pelo BNH.
Em face desta exigência, um grupo de sargentos liderados pelo Sargento Walter Baladares Alfonso, me procurou no INOCOOP-RS (Instituto de Orientação as Cooperativas Habitacionais do RS), onde na época coordenava a Secretaria de Formação de Cooperativas Habitacionais. Afim que eu pudesse resolver o assunto pleiteado pelo Clube Geraldo Santana, propus a união dos servidores públicos federais com os militares criando a COOHASESPER com mais de 500 candidatos, juntamente a uma diretoria mista que construíram vários conjuntos habitacionais em Porto Alegre.
Em 1995, fui procurado pelo Tenente Acioli Freitas Machado, que me informou da intenção do presidente do Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana em fundar uma cooperativa habitacional para os associados do Clube. Na época já tinha me aposentado como Diretor do INOCOOP-RS, e estava exercendo o cargo de Secretário Substituto dos Transportes no governo do Estado, já em fim de mandato.
Numa reunião com o presidente do Clube Tenente José Ismael Heinen ele me passou o desejo de fundar uma cooperativa habitacional a preço de custo para os associados da entidade. Como já me encaminhava para a aposentadoria e teria tempo livre, me ofereci para assessorá-lo na fundação da cooperativa e realizar seu sonho.
De imediato, o presidente Ismael arregaçou as mangas e já convocou uma reunião na sede do clube, tendo como seu escudeiro Acioli Freitas Machado, esposo da Dona Regina, que fazia parte da minha equipe no INOCOOP-RS.
No dia aprazado, fui até a sede do Grêmio Sargento Expedicionário Geraldo Santana, onde sou associado por mais de 50 anos por ser tenente da reserva. Era justo que eu desse minha colaboração ao meu órgão de classe.
O presidente Ismael abriu os trabalhos, e deu a finalidade da reunião e me passou a palavra. Disse da minha satisfação em participar deste momento do Clube, da minha frustração em não ter conseguido na época em que o Sargento Baladares liderou sem sucesso a fundação de uma cooperativa para os associados do Clube. Porém, estava confiante na disposição da direção do clube, em fundar a cooperativa possibilitando a casa própria aos associados.
Em seguida, encaminhei uma minuta do estatuto social do BNH que usávamos em todas as cooperativas habitacionais existentes no Brasil que foi usada como modelo e adaptada pela assessoria jurídica da cooperativa.

Esclarecemos que quando os cooperativados optaram em Assembléia Geral, que fosse auto-financiada, isto é, sem financiamento, o empreendimento iria contar apenas com os recursos provenientes das prestações e a adimplência daria o ritmo da obra.
É marca da cooperativa uma administração enxuta. Damos como exemplo os nossos associados, que exercem funções na cooperativa. Quer seja na administração, no departamento de obras ou compras. Necessitando exercer atividades profissionais externa, utilizando do seu próprio veiculo para o deslocamento, arcando com as custas do combustível ou do estacionamento se fizer necessário. Com esta filosofia cooperativista norteando a nossa gestão e muita dedicação. Temos conseguido manter um custo razoável, sem baixar o padrão da obra. Como se trata de um projeto piloto, muitas variantes sempre ocorrem. E as vezes não são entendidas pelo nosso cooperativado. Desde a minha chegada na cooperativa com a finalidade exclusiva de assessoramento profissional ao Ismael, Freitas e Dona Regina, que foram os mentores do projeto. Jamais quis fazer parte da Diretoria, mas atendi o desafio a mim solicitado. Passados tantos anos, estamos chegando ao fim do empreendimento da Cavalhada, a expectativa é ao fim de 2018, estará sendo entregue a última torre. Claro que tudo está ligado ao fluxo de caixa. Hoje já entregamos 260 apartamentos, restando 40 unidades para finalizar a obra dividido em dois prédios.
Um projeto difícil, cheio de particularidades, pioneiro no Brasil com este tamanho, e auto-financiado. Considerado na OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) uma referência.
Não posso deixar de comentar sobre o Projeto Glória, localizado na Avenida Oscar Pereira. Lá temos um condomínio de 6 prédios (132 apartamentos), sendo que entregamos o primeiro prédio com 20 unidades. Esta nova seccional, foi um projeto desenvolvido pelo então diretor administrativo Sr. Acioli Freitas e pelo Engenheiro André Heinen, que trouxeram a mim e ao Conselho Administrativo e Fiscal da nossa Cooperativa. No início, éramos contra, para focar exclusivamente no Projeto Cavalhada, mas já tínhamos um terreno escolhido com um ante-projeto e candidatos suficientes. Assim nasceu o Projeto Glória. Quero ressaltar que um tempo depois apareceu uma construtora com a intenção de comprar o terreno do Glória, pagando três vezes a mais o valor do terreno, mas em Assembléia, os associados rejeitaram a oferta. Atualmente estamos construindo o segundo bloco. Com 24 unidades habitacionais, este empreendimento consta com 74 associados pagando mensalmente. Isto nos gera uma receita insuficiente para mantermos o cronograma de obras em dia. Temos 58 vagas disponíveis para novos associados que podem ingressar na cooperativa sem pagar o resíduo inicial. Este resíduo pode ser pago ao longo da obra. Lembramos que para participar do sorteio o associado tem que estar em dia com os pagamentos. Há um movimento entre os associados do Projeto Glória de se desmembrarem do Projeto Cavalhada, porém ficarem ligados ao nosso Clube. É do entendimento deste grupo a necessidade de ter mais dedicação na captação de associados, gerando recursos para o desenvolvimento do projeto. Informamos que o próprio presidente do Geraldo Santana, Sr Ivo Izolan, faz parte do Projeto Glória. Portanto conto com a família Geraldina para difundir as vagas existentes, que podem ser preenchidas tanto por militares quanto por civis. Interessados para a moradia ou investimento, pois a valorização de um imóvel é bem maior que a aplicação financeira.
Estamos a disposição na sede da cooperativa para mais informações. Venha fazer parte deste sonho!!!

Leão Serrano de Oliveira Brito
Presidente.